29 de abril de 2009

[CIG] 1 de Maio: por um novo modelo económico e social

A Confederaçom Intersindical Galega convoca para este Primeiro de Maio mobilizaçons em todo o país. Em Vigo sairá às 12:00 desde o cruzamento da Doblada (Gregório Espino com Urzaiz).

Desde emvigo chamamos ao Povo Trabalhador viguês a sair à rua com o sindicalismo nacional e de classe num momento em que só a mobilizaçom social e a luita obreira podem evitar que sejamos as e os de sempre quem paguemos as perdas da burguesia.

A crise capitalista que a paguem os ricos!

Colocamos aqui um fragmento da convocatória, para ver o texto completo clica aqui.

A intensidade com a que se está a desenvolver a crise do capitalismo, está provocando de jeito acelerado a destruiçom de milhares de empregos na Galiza. As empresas aproveitam a queda da actividade para impor despedimentos baratos do pessoal com contratos fixos por meio de EREs. Nom devemos esquecer as cifras do desemprego dos últimos meses, que superam já os 200.000 desempregados/as no País, a falha de cobertura das prestaçons sociais, a apresentaçom diária de expedientes de regulaçom ou a paralisaçom interessada da negociaçom dos convénios colectivos por parte do patronato.

Enquanto a CEOE e instituiçons públicas como o Banco de Espanha reclamam reformas estruturais na legislaçom laboral destinadas a recurtar os direitos dos trabalhadores/as, a diminuiçom do poder adquisitivo e recurtes nas coberturas e prestaçons sociais. A classe trabalhadora tem que achegar umha resposta contundente que obrigue a tomar medidas extraordinárias de alcance político.

O Metal sae à rua e preparam-se novas medidas de presom


A negociaçom sobre o convénio colectivo para o sector do Metal na "província" de Ponte Vedra continua bloqueada. Os patrons insistem em manter o convénio aprovado no ano passado apesar das exigências obreiras que consideram o texto esgotado e reclamam melhoras salariais e em matéria de joranada e calendário laboral. Na manhá de hoje celebrou-se umha concentraçom às portas do prédio administrativo da Junta da Galiza na Praça da Estrela onde a Comissom Negociadora informou da estagnaçom das negociaçons e da postura do patronato. Após diversas intervençons as trabalhadoras e trabalhadores tomárom as ruas da cidade conrtando o tránsito durante toda a manhá. A mobilizaçom operária supujo a parada na produçom por parte duns 5.000 trabalhadores e trabalhadoras, principalmente de empresas do naval.

Radicalizaçom do conflito


A data tope para achegar um acordo marca-se por parte dos sindicatos na próxima terça-feira 5 de Maio. A partir desse momento, se a situaçom continuar igual radicalizariam-se as medidas de pressom incluíndo a convocatória de greves periódicas e até mesmo dumha greve indefinida, acompanhadas naturalmente de mobilizaçons de massas que transladem às ruas o conflito que se está a viver nas fábricas e mesas de negociaçom.

Em qualquer caso, como é habitual nos conflitos que atingem este sector, a última palavra recairá nas assembleias obreiras que se realizem durante os próximos dias.

Manifestantes julgados pola "Reconquista de Toralha" exculpados


@s dez activistas acusad@s pola manifestaçom de 13 de Setembro pola recuperaçom para o povo viguês da Ilha de Toralha fôrom exculpados. Finalmente, os arredor de 10.000 € em sançons administrativas nom serám cursados pola justiça.

A manifestaçom, que decorrera pacificamente e nem sequer entrara na própria ilha, foi objecto do ataque por parte de polícias anti-distúrbios deslocados até a urbanizaçom ilegal para defender os interesses da burguesia. @s manifestantes reclamavam o acesso aberto à ilha, património público segundo a legalidade espanhola.

A Ilha de Toralha é couto privado dumha urbanizaçom elitista
desde a década de 60, quando fôrom construídos numerosos chalets e umha monstruosa torre de apartamentos de 70 metros de altura que preside a linha de céu da costa viguesa.

Na actualidade pesam várias sentências de derrube
contra os edifícios e a urbanizaçom conta com umha valha e seguridade privada que nom permite o acesso público.

A greve no lixo continuará porque o patronato nom quer negociar


Na manhá de ontem, Comité de Empresa e representantes de FCC reuniam-se, na teoria, para achegárem posturas de cara a umha soluçom do conflito. Porém, a posiçom da empresa foi clara: nom vam negociar e mantenhem a proposta de rebaixar os salários até num 10% para além de continuar com os reiterados incumprimentos do convénio colectivo. Ante esta situaçom, a representaçom obreira retirou-se imediatamente da mesa de negociaçom. Rufino Santalices, delegado pola CIG e presidente do Comité de Empresa, manifestava que o o conflito vai para longo.

Após constatar o fracaso da negociaçom as trabalhadoras e trabalhadores decidírom em assembleia deslocar-se até a Praça do Concelho onde se concentrárom durante umha hora e posteriormente à sede de FCC na rua Tarragona. Nos dous casos deitárom lixo contra as instalaçons como forma de protesto.

Por outro lado o Concelho continua na sua vergonhosa teima de instar a negociar a empresa e plantel em lugar de fazer respeitar a concessom pública do serviço que tem outorgada a FCC e os direitos laborais das trabalhadoras e trabalhadores da mesma.

27 de abril de 2009

Governo espanhol data a macrodepuradora de Coruxo para 2012

Apesar da maciça oposiçom vizinhal, os governos municipal, autonómico e estatal parecem decididos a levantar a macrodepuradora de Coruxo. Segundo informava hoje Atlántico Diario o Ministerio de Medio Ambiente espanhol já tem prontos os trámites normativos e orçamentários para pôr em marcha o projecto.

Para compreender um pouco mais a oposiçom à instalaçom da macrodepuradora colamos a seguir um breve texto assinado pola rede Galiza Nom Se Vende:

A macrodepuradora do Lagares custou máis de 30 millóns de euros hai tan só dez anos. 30 millóns de euros públicos que só serviron para estragar a xunqueira do Lagares, para destrozar as vidas de moitas veciñas e veciños de Coruxo, sometidos a penosas condicións de habitabilidade no seu barrio e nos seus fogares, e para perpetuar e elevar a niveis insoportables a contaminación da ría.

A “solución” que nos queren vender é a de volver facer o mesmo, tropezar na mesma pedra, sen abordar os verdadeiros problemas que impiden e impedirán o axeitado saneamento.

Queren construír unha nova, máis grande, máis cara e única para toda a cidade, en vez dunha rede de depuradoras menores, que poidan interactuar en caso de avaría dunha delas.

Non abordan os problemas fundamentais. O da separación de augas residuais e pluviais que, cando chove, superan o caudal máximo (por grande que sexa) asumible pola instalación, polo que se verten directamente ao río millóns de metros cúbicos sen depuración ningunha.

Non solucionan o problema da contaminación industrial ao non obrigar ás empresas a instalar pequenas depuradoras específicas para tratar os residuos que cada unha na súa actividade produce.

Non prevén a reutilización da auga depurada, que, ademais dun importante aforro, é garantía de que a depuración é correcta. Lonxe diso pretenden utilizar o mesmo emisario submarino da actual para verter as augas no medio da ría, enmascarando así a contaminación que, xa tamén eles parecen estar seguros, vai seguir producíndose.

Significa polo tanto perpetuar a contaminación da ría e un novo malgasto do diñeiro público nunha instalación que ademais, nun futuro non moi distante, estará ameazada pola subida do nivel do mar.

23 de abril de 2009

Conta atrás para a greve na recolhida de lixo e limpeza de ruas


Constata-se a delirante postura de FCC, que pretende rebaixar os salários das trabalhadoras e trabalhadores até num 10%, e a irresponsabilidade do governo municipal, que sendo causante de parte do problema nega-se a tomar qualquer medida. Mantém-se portanto a convocatória de greve indefinida desde a próxima segunda-feira 27 de Abril. Já estám fixados os serviços mínimos que cubrirám escolas, hospitais e mercados.

Desde emvigo animamos-vos a acumular lixo durante o fim-de-semana para contribuirmos a umha rápida vitória das nossas companheiras e companheiros de FCC.

Para saber mais sobre as causas do conflito preme aqui

Metal: negociaçom bloqueada, quentando motores para o conflito

Membros da Comissom Negociadora, ontem, na delegaçom da Conselharia de Trabalho

Um novo conflito no Metal semelha iminente. Há uns dias informávamos da cancelaçom das horas extraordinárias e do trabalho em fim-de-semana para toda a "província" como primeira medida de pressom ante a actitude do patronato. Soma-se agora a resposta da Comissom Negociadora cujos membros permanecem fechados nas instalaçons da Conselharia de Trabalho desde quarta-feira 22 de Abril.

Porém, até o momento as negociaçons continuam congeladas devido a que os empresários teimam em que a redacçom dum novo convénio "nom é umha prioridade no momento". É por isto que as três centrais maioritárias (CIG, CCOO e UGT) anunciárom a realizaçom de greves periódicas desde a próxima terça-feira se nom há umha mudança na actitude do patronato. Em qualquer caso esta é apenas umha medida de "consenso", pois sectores obreiros já estám a reclamar a convocatória dumha greve indefinida.

Ver a notícia no web da CIG

22 de abril de 2009

[AGIR] Parasitas armadas infectam UdeVigo

A carreira militar garante um retiro tranquilo e apacível

O passado 31 de Março tivo lugar a celebraçom da primeira palestra do Foro tecnológico de emprego na Universidade de Vigo. A palestra, na que intervírom membros do exército espanhol, foi um resumo das ideias propostas pola ministra de defesa espanhola Carmen Chacón junto ao reitor desta Universidade Alberto Gago e o já conhecido repressor Manuel Ameijeiras. Ainda, este evento foi patrocinado por multinacionais capitalistas entre as quais atopamos: Caixanova, Coca-Cola ou Eurocar, entre outras de carácter local como Vitrasa ou Televigo. A Universidade de Vigo nom duvidou em financiar também este evento, quando, porém, pede cartos privados para o financiamento da universidade (Plano Bolonha).

Como já adiantou AGIR há umhas semanas, esta palestra militar serviu para começar a seduzir com os seus habituais métodos aos estudantes com a esperança de atingir e imcrementar o número de 500 militares matriculados ao ano. O acto foi umha repetiçom das palavras pronunciadas há uns dias pola ministra de defesa espanhola Carmen Chacón. Assim voltárom-se escuitar frasses do tipo: “España quiere seguir con la modernización de su ejército, con militares bien dotados y mejor formados de su historia” “ es joven y atractiva, y ya es prestigiosa” referindo-se à Universidade de Vigo, dando a entender que prestígio e militarizaçom tenhem qualquer cousa a ver...

Além disso, e como se nom tivêssemos avondo com o Plano Bolonha, sobre o qual, o dia 1 de Abril, AGIR deu a sua primeira palestra na sua história em Vigo, os militáres afirmárom o que já era umha realidade: a imposiçom da carreira militar está intimamente ligada ao processo Bolonha pois, como se dixo no Foro Tecnológico de Emprego e segundo adiantara Carmen Chacón “Este título tendrá también validez en cualquier país de la Unión Europea, pues su plan de estudios estará completamente adaptado a los acuerdos de Bolonia”. Um ponto mais a somar neste processo intolerável. Dentro da sua homologaçom ("europeia"), umha das principais características de Bolonha, que supom também a total militarizaçom, acrescentando forças nos paises já muito militarizados e exercendo um férreo controlo das naçons assobalhadas como a nossa.

Para entrar no exército nom tes que ser mui espabilad@

Como confirmou AGIR, os estudantes que cursem esta carreira obterám um título militar e civil podendo aceder aos seus respectivos mercados laborais. Um exemplo mais da hierarquizaçom da nossa sociedade e do trato injusto que se dá à maioria do estudantado que, ao finalizarmos as respectivas carreiras ficamos, quase seguro, no paro. Teremos, pois, ano si, ano também, mais de 500 militares espanhóis dispostos a beijar a bandeira espanhola onde seja e a pôr os seus serviços em maos desta elite social que nom duvidará em atacar e espanholizar o ensino da Galiza.

Deste jeito, o estudantado fica obrigado a competir com este “ninho de fascistas” que, nados na Galiza, nom duvidarám em destrui-la.

Perante esta perigosa situaçom, o estudantado organizado da esquerda independentista deve fazer frente aos militares e aos responsáveis de umha nova campanha militarizadora dizendo-lhes que nom vamos permitir que na nossa naçom medrem assassinos de povos oprimidos em nome da Pátria Espanhola.

STOP MILITARIZAÇOM!! EXÉRCITO ESPANHOL FORA DA UNIVERSIDADE!! GALIZA SEMPRE ANTIMILITAR!!


17 de abril de 2009

A Comunidade de Montes de Cabral moviliza-se para exigir a AENA que pague a dívida


A Comunidade de Montes de Cabral, que conta com uns 1.000 vizinhos e vizinhas, leva décadas aguardando a que se lhes faga efectivo o pagamento correspondente aos terrenos, que nos anos 50 lhes foram expropriados para a construçom do aeroporto viguês de Peinador.

Em 2005 a entidade pública Aeropuertos Españoles y Navegación Aérea (AENA) comprometera-se a pagar umha suma total de 4,5 milhons de euros polos 280.000 metros quadrados expropriados, ou o que é o mesmo, umha ridícula quantidade de 16 euros por metro quadrado, quando no mercado chega a ter un valor de 80 euros.

Mas este roubo parece-lhe pouco ao Ministério de Fomento, e enquanto os serviços do aeroporto geram umha quantidade monstruosa de benefícios, graças ao uso desses terrenos anteriormente colectivizados entre a vizinhança de Cabral, nega-se a pagar os vizinhos o que é deles.

As mobilizaçons repetirom-se no ano 2008 e este ano semelha que nom darám por rematados os protestos. Mas o expólio, é muito maior. Luis Rodríguez, presidente da junta reitora da Comunidade de Montes, afirmou que no percurso de varias manifestaçons, fôrom multados vários vizinhos por desordem público com multas de até 3000 €, o que denota de forma muito clara qual é a posiçom do Estado espanhol, da Administraçom Autonómica e local no conflito: defender os interesses do capital com a repressom.

A proxima segunda-feira 20 há programada umha outra concentraçom na Rotunda de Peinador as 20h00

Greve indefinida na recolhida de lixo e limpeza de ruas


As trabalhadoras e trabalhadores da recolhida de lixo e limpeza de ruas vam à greve indefinida desde o próximo 27 de Abril. Os motivos som o incumprimento do actual convénio colectivo e a intençom de FCC, a empresa concesionária do serviço, de rebaixar os salários até num 10%.

Na actualidade, o convénio especifica umha semana laboral de segunda a sexta-feira enquanto na realidade o plantel da empresa está também obrigado a trabalhar nos sábados. Esta situaçom está provocada, além de pola própria empresa que passa totalmente dos acordos tomados, polo governo municipal que nom aprovou a ampliaçom de serviço necessária para que os cinco dias que marca o convénio sejam suficientes para a prestaçom do serviço.

Por outra parte FCC, que ganha cada ano milhons e milhons de euros, pretende aproveitar a crise roubando às trabalhadoras e trabalhadores mais força de trabalho. Concretamente querem impor rebaixas salariais de entre o 7% e o 10% segundo a categoria profissional.

A postura do governo municipal

Ante a intolerável situaçom que estám a viver as e os trabalhadores, que tem a dizer o nosso governo municipal? Pois Abel Caballero já falou: que se arranjem entre a empresa e as/os operárias/os, mas negociando, que umha greve da recolhida de lixo nom lhe vai bem à cidade. Vaia impresentável!

E nom só isso. Desde o Comité de Empresa denunciam que já desde o ano passado tenhem tentado em várias ocasions reunir-se com a direcçom municipal da área de limpeza (a cargo da vereadora Raquel Díaz) mas negam-se a recebé-los!

Em qualquer sítio normal rodariam cabeças por semelhante despropósito, mas Vigo continua a ser o couto privado duns poucos neo-caciques... de momento.

Desde emvigo manifestamos todo o nosso apoio aos e às trabalhadoras de FCC e a todas as medidas de pressom que decidam tomar.

16 de abril de 2009

O Metal corta a velada e anuncia que vai pelejar um novo convénio

Imagem da greve no Metal de 2006

Na manhá de ontem, 15 de Abril, as delegadas e delegados do Metal das três centrais maioritárias (CIG. CCOO e UGT) reunírom-se no Cinema Teatro Salesianos para analisar a situaçom do sector ante a congelaçom das negociaçons com a patronal a respeito do convénio colectivo. A primeira decissom tomada foi cancelar a realizaçom de horas extras até que as negociaçons estejam novamente desbloqueadas. Esta medida suma-se ao paro no fim-de-semana que já leva vigente desde Março.

As reivindicaçons obreiras incluem umha suba salarial do 6%, reduçom da jornada laboral ou regulaçom do canlendário de trabalho entre outras questons. Pola sua parte, os patrons proponhem manter o convénio em vigor por outros três anos, o qual significa de facto congelaçom salarial e desatender qualquer outra iniciativa para melhorar o acordo.

Após a assembleia, as 500 pessoas participantes cortárom várias ruas do centro da cidade no seu percurso até a delegaçom da Conselharia de Trabalho como primeira medida pública e pressom. Nos próximos dias haverá novas reunions entre sindicatos e patrons e também novas assembleias de delegadas/os.

Ver a notícia no web da CIG

8 de abril de 2009

A vizinhança de Bembrive volta reclamar o serviço de saneamento


E já levam vários anos a pedir o mesmo, que se complete a implantaçom da rede de saneamento na paróquia.

Actualmente 35 vivendas continuam sem enganche à rede geral e parte da paróquia nom tem sumidoiros.

O curioso é que em Julho do ano passado o pleno da Cámara Municipal já aprovara esta actuaçom, mas a dia de hoje continua sem executar. Semelha que governe quem governe, em Vigo é mais importante encher de flores o centro da cidade que atender as necessidades mais básicas da populaçom do rural.

Hoje chamam à atençom desde Bembrive, mas é umha constante em toda a periferia extra-urbana a ausência de serviços básicos, a precariedade do transporte público ou o mal estado das vias públicas e outras infraestruturas.

7 de abril de 2009

Mais umha vítima do terrorismo empresarial


Ontem 6 de Abril, um operário da construçom, Kalid, ficou ferido após cair da plataforma na que trabalhava na Praça da Indústria. As testemunhas afirmam que caiu na rede de "segurança" mas esta nom suportou o peso e rachou. Se o patrom tivesse gastado uns eurinhos mais numha rede em condiçons Kalid nom teria várias fracturas na cabeça nem estaria hospitalizado grave. Além disso, as pessoas presentes dim que a Ambuláncia demorou 15 minutos em chegar ao lugar.

Hoje a imprensa qualifica o acontecido de "acidente laboral", nós nom vamos cair no erro de dulcificar o que é umha clara negligência dos responsáveis da obra. Desde aqui desejamos saúde a Kalid e esperamos que os culpáveis das suas lesons sejam punidos como corresponde.

6 de abril de 2009

Estamos de merda até as orelhas


Pois sim, em Vigo temos porcalhada por todos lados. Mas olho! Porcalhada reciclável, que é muito mais moderno.

Se estás entre as afortunadas que tem perto da casa uns desses contentores verde-azul-amarelos já sabes do que estamos a falar. O lixo ecologicamente sustentável acumúla-se e acumúla-se sem fim, até que a rua fica cuberta de plásticos, envases, cartom e demais resíduos nom orgánicos. Entom, se há sorte, passa um camionzinho de joguete, recolhe o que pode e assim passam umhas horas antes de que o contentor volte desbordar.

Os responsáveis desta situaçom som o Concelho e a empresa concesionária, Vigo Recicla UTE. Isto de UTE significa Uniom Temporal de Empresas. De que empresas? Pois de FCC e Contenur. FCC já som velhos conhecidos da cidade porque movem milhons e milhons em concessons desde há mais de 20 anos (limpeza de ruas, limpeza de praias, recolhida do lixo, subministro de água, etc.)

5 de abril de 2009

A cruz de Caballero, por Xavier Moreda

Tirado de primeiralinha.org

Xavier Moreda, filho, sobrinho e neto de represaliados polo fascismo após o golpe de 1936 em Vigo, escreve sobre as renúncias do PSOE viguês em relaçom à Lei da Memória Histórica actualmente em vigor e incumprida por Abel Caballero.







A cruz de Caballero


Antes das últimas eleiçons municipais assinamos, a Associaçom da Memória Viguesa e os partidos que concorriam, o Acordo da Memória. Depois das eleiçons municipais em Vigo, fum -confesso- o mais convicto defensor do diálogo necessário para tentar eliminar os resíduos contaminantes da falsa história, quando a cruz já era cor de rosa; a que honra os criminais. Aproveitando (iluso!) que governavam, finalmente, os mesmos que propugnaram o Ano da Memória. Fum capaz de entregar recomendaçons por escrito relativas à retirada de todo vestígio criminal pensando só na necesidade, por imperativo moral, por higiene democrática, da retirada da simbologia que lembra, insultante, como umha espécie de flash back, os filhos netos e bisnetos genéticos, ou adoptivos, que nos sentimos insultados.

Recorda-nos as torturas a que fôrom submetidos sem piedade, deitados nas gávias depois de assasinados, como advertência mafiosa. Abel Caballero recebeu-nos para fazer a foto; o alcalde mais impopular na história da cidade de Vigo nom cumpre nunca, nunca! a palavra dada. Os seus compromisos. Tem a doença mais comum do novorriquismo, a soberba pailana dos adventícios chegados nos quase 40 anos de “transiçom sem fim” em que no PSOE, fonte principal da amnesia decretada, instalados na equidistáncia, esquece o mais elementar das suas obrigaçons, o cumprimento da Lei da Memória: “As administraçons públicas, no exercício das suas competências, tomarám as medidas oportunas para a retirada dos escudos, insígnias, lápides e outros objectos ou mençons comemorativas de exaltaçom, pessoal ou colectiva, da sublevaçom militar. Entre estas medidas, poderám incluir-se a retirada de subvencions ou ajudas públicas…”. Mas ninguém pode assinalar Caballero como um homem incoerente. Ele fai parte desses que, com vaga vitalícia, mexem nos fios de cheias de fatos de “disfuncionários”; e dos factos dos medíocres instalados nos lindeiros do poder; o poder mesmo, fabricadas por medida com os que os psoecialistas acreditam ter dívidas de “sangue”, contraídas na lameira da traiçom à sua própria memória, aos serviços de cor e conduta obscura e indefinida. só relembrada em actos funerários de duvidosa utilidade moral. Molestas para as novas feituras. Para as novas formas que nom precisam ética ou moral, mas pragmatismo; menos ideologia desnecessária na criaçom da classe política. Dívidas eternas como com Paco Vasques, precursor de “políticas culturais radicais”.

Lembramos Sisi emperatriz na Corunha, os empréstimos necessários para a criaçom de umha memória “imperial” mais centroeuropeia que nom ecoasse ouveios próprios à moda de Paco Vasques; um verniz que nom recobre suficientemente a cor intensa que reflecte autonojo estilo “ Neo-Xan das bolas”. Mas Bono é patrom de todos, agora presidindo o “hemiciclo” acarom de Sor Maravilhas.

Porém, cada quem, incluso cada inesquerdista, tem a sua cruz, ou as suas cruzes (nom se valem cruzeiros) a de Caballero está no Castro face o concelho, presidindo a aba do monte onde grande parte da minha familia foi fusilada; 4 homens da minha família: meu avô, meu bisavô, um tio e o seu cunhado, com outros 7 homens, no dia dez de Dezembro de 1936. A cruz foi erguida ainda que a lápida comemorativa fosse retirada, para maior honra dos criminais que na Galiza assassinárom a liberdade.

Depois de o alcalde ter falado com o bispo de Tui-Vigo, mais umha vez depois da foto, houvo um acordo publicitado no qual a hierarquia decidiu que nom haveria problema com a retirada da simbologia a que a Lei do Estado espanhol se refere, e o concelho pagaria os custos. Eu recomendo a Caballero que leia o livro de Antonio Chaves, La UGT en Vigo. Una aproximación histórica. E a todos e todas os que se consideram socialistas, especificamente em Vigo, para que tenham sempre presente o que significava para homens como Enrique Heraclio Botana (fundador da UGT em Vigo) a honra de ser socialista, julgado e condenado polos assassinos sublevados franquistas com todas as autoridades republicanas, de esquerda ou progressistas como os últimos alcaldes de Lavadores e Vigo. Por dignidade, e se tem vergonha, retire a cruz dos caídos que só honra o franquismo criminal.