26 de março de 2009

Caballero e Vitrasa contra o transporte público


Recém aprovado o plano de Transporte Metropolitano de Galiza para as áreas de Corunha, Lugo, Compostela e Ferrol e em vias de aprovaçom para Pontevedra, Vigo e Ourense; Caballero e Vitrasa cientes da implicaçom do plano passam a ofensiva.

Após anunciar dados muito positivos tanto de viajeiros como de facturaçom Vitrasa volve-se queixar e Caballero, preocupado pola economia da concesionária, advirte do elevado do custo de financiar o bilhete aos universitários; em nengum caso se pensa em revisar a concessom.

Preocupa no seio da Alcaldia que os bilhetes passariam a valer 71 céntimos, ou no seu defeito, um 40 % de média. Também preocupa o transbordo gratuita intermodal.

Nom preocupa o mal comunicado que está o campus da Uvigo, ou os bairros e a estaçom de autobuses, nem tampouco o "gravoso" dos desprazamentos até o posto de trabalho dos vigueses e viguesas. Nem sequer preocupa a densidade de tránsito da cidade, com as consequências associadas: ruído, poluçom, caos circulatório...

Muito queda por fazer em Vigo em questom de transporte, e nom parece que Caballero e Santi Domínguez e o seu bigoverno tenham muitas ideias na mente, todo o contrário, permanecem impassíveis ante os incrementos desmesurados nos preços dos bilhetes, ante a reducçom em freqüencia e horários dos barcos e comboios que comunicam Vigo com a sua área metropolitano.

[AGIR] Concelho de Vigo e Reitoria abrem universidade ao Exército espanhol

A reitoria da Universidade de Vigo tem-se consagrado como paladim da militarizaçom do ensino superior na Galiza. Nos últimos anos, AGIR já veu informando das novas que indicavam sem lugar a dúvidas o que agora se certifica. A universidade regida por Gago semelha nom ter complexos à hora de entregar o seu presente e o seu futuro, no marco da competitividade interuniversitária gerada pola mercantilizaçom do ensino, ao mesmíssimo Exército espanhol. Umha instituiçom prodigiosa em matéria de educaçom e formaçom da mocidade galega. Um exemplo do que nos depara a actual classe dirigente da Galiza: colocar um bombardeiro e umha legenda "Todo por la patria" como novo cunho para as escolas de maior rango académico da Galiza.

Esta conduta rasteira e servil, cúmplice com o terror do militarismo imperialista do sêculo XXI; este vazio de ética fraguado a base de abrir a torneira da universidade a qualquer postor com tal de ganhar-se um espaço no espectáculo cateto da "ianquizaçom" do ensino, de suporte para a especulaçom e a propaganda do grande capital; som a carta de apresentaçom de Abel Caballero, Alberto Gago e Carme Chacón, o trio da vergonha que permitirá o nascimento, em Marim, dum Centro Universitário de Defesa, o segundo ligado a umha universidade pública no Estado espanhol.

Que perseguem?

A perda de prestígio do exército fascista espanhol, e a eliminaçom no seu dia da obrigatoriedade da mili, provocam necessidades no Ministério de Defesa espanhol que, como nom, solucionaremos todas e todos com o nosso peto e a nossa cara de vergonha.

Oferecer umha universidade em plena adapataçom ao Espaço Europeu de Ensino Superior, aberta a toda fonte de financiamento, e cativa como é o caso da de Vigo, para soster a sua escasa viabilidade num marco de competência supracontinental, é o contexto perfeito para meter mao ao ensino superior, e nom só manter as estruturas militares de ocupaçom na Galiza, senom dar-lhes vida.

Agora, e por obra e graça dos impresentáveis políticos do concelho de Vigo e do governo espanhol (PSOE e BNG), teremos o prazer de incentivar a matriculaçom em escolas militares para procurar-nos um futuro. Sim, a Carreira Militar significa que as pessoas que se inscrevam nos centros castrenses adscritos, goçarám dum título civil, é dizer, como o de tod@ universitári@, e dum militar a maiores, podendo optar às respectivas saídas laborais, a civil, e a militar, com a justificaçom de serem tam licenciad@s ou diplomad@s como o resto. Pero isso sim, beijando a bandeira de Espanha e jurando lealdade ao Rei imposto por Franco e às armas que massacram a populaçom afgá, síria ou haitiana. Todo um logro, vaia.

No caso que nos atinge, em Marim obterá-se um Grau de Engrenharia Industrial em rama mecánica. A primeira promoçom deste despropósito militarizador da universidade entrará no curso 2010/11. Gago já garantiu que este é o primeiro passo face a novas alianças com o corpo armado espanhol.

ORGANIZA-TE E LUITA!
A UNIVERSIDADE: PÚBLICA E POPULAR!! NUNCA MILITAR!!

25 de março de 2009

[BRIGA] A lei anti-botelhom agocha controlo e repressom


O 16 de Janeiro aprovou-se em Vigo, a “Ordenança de convivência cidadá e o ócio”, mais conhecida por “lei antibotelhom” ou “lei seca”, com os votos de PSOE e BNG e que entrará em vigor no mês de Março. A medida é similar a que entrou em vigência o 22 de Fevereiro em Ponte Vedra, e com anterioridade em Compostela e A Corunha.


Descontento vizinhal ou privatizaçom do espaço urbano e repressom juvenil?
Desde a imprensa se di que o endurecimento da normativa anti-botelhom, esta justificada polo aumento das denuncias da vizinhança nas zonas “conflitivas” da cidade. Mas, como nos tenhem acostumados, esta leitura é errónea e superficial. Só há que recordar as declaraçons do alcalde Abel Cabalhero nas que afirmava que “nom pode haver nem botellodromos nem permissibilidade com o botelhom”. Com esta negativa a nem sequer reservar algum espaço para a reunions d@s jovens onde nom se moleste a vizinhança, deixa de manifesto que nom é o ruido o problema fundamental nem o objectivo da redacçom desta norma. Entom que é o que acontece?


O porquê da privatizaçom do espaço urbano e a repressom juvenil
Como já denunciara BRIGA em Ponte Vedra, Compostela e Corunha a normativa é claramente repressiva porque supom um assalto ao direito de reuniom da juventude. Nom esqueçamos que segundo os dados do próprio Concelho de Vigo, o 93% das pessoas que fam botelhom som jovens 17 e 26 anos e a meia de idade é de 21 anos.

A normativa foi desenhada para duas cousas fundamentais:
- A primeira delas é alargar o controlo sobre a juventude com a proibiçom e a imposiçom de multas de 300 até 3000 €. Tal é como assinalara Julio Calvinho, edil do PSOE em Vigo, o objeto da norma é “ regulamentar o uso dos espaços públicos pola cidadania”, isto é, controlar os movementos da juventude nos espaços públicos, e dar-lhe a Polícia Local carta branca para reprimir a juventude com total impunidade de quarta-feira a domingo.

Mediante a implantaçom de zonas protegidas, até agora o Berbes, Praça da Estrela e a Rua Joaquim Loriga, proibe-se a concentraçom de pessoas, segunda a normativa um alto numero de pessoas, sem assinalar quantas pessoas se consideram um alto número, nem especificar que estas pessoas consuman bebidas ou nom. Outra medida claramente repressora, que supom um ataque contra o direito de liberdade de expressom, é a proibiçom da realizar pintadas ou graffitis.

- O segundo dos objectivos que movem a aprovaçom da norma repressiva é a de beneficiar ás empresas da hotelaria.

Resulta evidente que a intençom do Concelho nom é abrir o debate sobre certas conductas nocivas para saude, senom ajudar aos negocios de ócio nocturno a incrementar os seus ingessos, imponhendo um modelo de entretenimento privatizado e alienador. Mostra de isto é que os establecementos poidam colocar mesas na rua e fiquem excluídos da normativa, que nom se poida mercar bebida noutro sitio que nom seja os negocios de ócio, desde as 22 até às 9h00 da manhám, ou que as bebidas tenham que consomir-se no interior dos bares, pubs, discotecas...


Ócio alternativo do Concelho? Outra falácia
A normativa também estabelece que o Concelho desenvolverá um plano com ofertas alternativas de ócio. Quem seja jovem e more em Vigo, sabe-o bem: NOM há nengumha actividade realmente atractiva. Os programas do Concelho como Subete ao Castro ou Tardes e Noites Vivas, ofertam cursos formativos gratuitos e locais para practicar desportos, mas o horário (desde as 14h00 até as 21h00, até as 23h00 os Sábados) nom é compativel com os horarios d@s jovens trabalhadores/as, nem enchem a faixa horaria nocturna, nem som realmente atractivos.

Por outra banda, realizou-se um investimento económico e territorial importante, construindo em 5 anos três centros comercias (2003, 2006 e 2008), dentro, de novo, da logica capitalista de consumo massivo e irracional. Pode-se chamar ócio juvenil a mercar? Sem dúvida, NOM

24 de março de 2009

Ameaças encubertas


Nos últimos meses, à vez que a palavra crise aparece mais nos jornais, os empresários vam endurecendo os seus discursos preparando aos trabalhadores para próximas acçons e despedimentos.
Un dos que mais cautela está a pôr nas suas declaraçons e actuaçons é Pierre Ianni, patrom da factoria Citröen, umha das mais produtivas do conglomerado PSA, com um stock de 700.000 autos e ainda em sobreproduçom.
Após mandar ao turno de noite "a casa por Natal" gratuitamente (para a empresa, nom para os trabalhadores), recolocar 500 trabalhadores para evitar despedimentos e reduzir as contrataçons temporais, agora especula com solicitar um ERE "temporal" sem dar mais informaçom.
Também aproveita Ianni para chorar por I+D ao Ministério de Industria espanhol, por aquilo de matar dous páxaros dum tiro.
Nom à especulaçom com o emprego e a clase trabalhadora!
A crise que a pague o capital!

18 de março de 2009

Alfageme quer derrubar a sua planta para especular


A conserveira Alfageme quer botar abaixo as suas instalaçons do bairro de Bouças para construir 300 vivendas. Ademais quere fazé-lo saltando todas as restriçons urbanísticas que obrigam a ceder terreos para uso público e a construir vivendas sociais. Lógico, nom? Assim ganham muitos milhons mais.

O prédio da conserveira é sem dúvida um exemplar magnífico de arquitectura industrial da primeira metade do século XX. Tem um enorme valor histórico, mas sobretodo paisagístico numha cidade onde a vista já padece suficientes atentados.

Nom nos surprende que uns empresários sedentos de ganhos passem por cima de qualquer consideraçom deste tipo nos seus projectos. O preocupante do caso é que semelhante barbaridade conta com o beneplácito da Cámara municipal em pleno (sim, em pleno!), que já contemplava esta possibilidade no PGOM que, afortunadamente, a Junta da Galiza tumbou.

A dia de hoje o debate público parece estar entre se derrubam Alfageme para especular com o 100% do terreno ou se derrubam Alfageme para especular com o 70%.

Desde emvigo dizemos que nem umha nem outra! Que Alfageme fica onde está, com actividade industrial ou para uso do povo viguês.

16 de março de 2009

A Polícia Local prepara-se para reprimir à juventude


A Polícia Local vai-se preparando para aplicar a Ordenança Anti-botelhom que se debaterá no pleno da Cámara Municipal esta semana. No passado fim-de-semana os agentes já estivérom a vigilar as zonas onde a juventude se reune durante a noite. Semelha entom que o debate no plenário vai ser um mero trámite porquanto a normativa já está a ser aplicada de facto.

Assim que já sabedes, ide preparando a carteira e o fígado porque a madeira só nos vai deixar beber garrafom a 5 euros a copa. E cuidadinho com formar grupos de gente na rua, vándalos!

Desde emvigo propomos que os sábados à noite Abel e Santi convidem a kalimotxo de Terras Gauda nos seus chalés da praia, assim já nom temos que passar frio no Berbés.

13 de março de 2009

Audasa ganhou 62 milhons de euros em 2008


Audasa, a empresa que gestiona a AP-9 entre Tui e Ferrol, ganhou no ano passado 62 milhons de euros. Igual te estás a perguntar: e que fam esses de Audasa? Pois basicamente a sua funçom é manter em condiçons a estrada e roubar a mao armada aos condutores e condutoras segundo vam passando pola portagem.

Vamos, que Audasa fai o mesmo que qualquer governo municipal, autonómico ou o que for: ter a estrada como é devido. A diferença é que ao final de ano os senhores de Audasa colhem 62 milhons de euros do recadado e marcham de férias ao Caribe. Bom, também há outra diferença, que Audasa nom sempre mantem a estrada como é devido: recordas? recordas?

Entom, qualquer pessoa normal pensa: se estes fam o mesmo que a administraçom, ademais nom o fam bem e por cima ganham 62 milhonaços por ano... para isso que o faga a administraçom! Polo menos assim os 62 milhons ganhamo-los todas e todos ou poderiamos rebaixar o custo da portagem para ganhar 0,00 euros, que total nom temos por que forrar-nos fazendo de assalta-caminhos.

Pois o dito, que há que nacionalizar dumha vez as estradas da Galiza porque isto é umha burla. Quem nom o entenda que levante a mao.

Concentraçom em apoio aos cinco filiados da CIG detidos no 1º de Maio de 2005



Notícia no web da CIG
Comunicado da organizaçom juvenil BRIGA
Comunicado de NÓS-Unidade Popular